“Um costureiro deve ser um arquiteto no design, um escultor na forma, um pintor na cor, um músico na harmonia e um filósofo na medida”.
Com esta frase o mestre da alta costura, Cristóbal Balenciaga definia a profissão em que reinou por muitos anos. Ele era chamado pela imprensa internacional de “Rei da moda” e os estilistas da época o chamavam de “O mestre”. Em 1947 o estilista lançou seu primeiro perfume chamado “Le Dix” (O Dez em português), nome inspirado no endereço do ateliê do estilista.
Esta fragrância tinha como objetivo recriar o belo o luxo e a voluptuosidade. Um Bouquet Floral com: Violeta, Lírio, Rosa, Jasmim, Sândalo e Bois de Rose, esta fragrância não tinha nada de revolucionário e inovador, mas resumia toda a beleza e a harmonia que se pode esperar de um perfume feminino. A opulência do frasco canelado com uma tampa compacta em cristal respira sofisticação com delicado um laço em cetim preto.
Depois de brilhar por décadas na Haute Couture Cristóbal Balenciaga resolveu fechar seu ateliê em 1968, porque ele se recusava em se adaptar às mudanças da moda, especificamente pelo crescimento do prêt-à-porter em detrimento da alta-costura.
A Maison Balenciaga caiu no esquecimento, e por muitos anos a casa foi controlada por um de seus sobrinhos, depois trocou de mãos mais algumas vezes durante as décadas de 70 e 80 sem obter sucesso. Só em 1997, com a contratação do estilista Nicolas Ghesquière, Balenciaga voltou a respirar o ar da alta costura e do topo do mundo da moda. Em 2001 a Balenciaga foi comprada pelo tradicional grupo Gucci. Pouco depois, em 2003, a marca inaugurou uma moderna loja âncora em Nova York.