Durante séculos o perfume foi considerado como artigo de luxo - Parte 2
“Durante séculos o perfume foi considerado como artigo de luxo”
O recipiente para guardar o líquido precioso sempre foi alvo da criatividade dos artesões. No final do século XIX as fragrâncias eram vendidas separadamente, dos frascos, as mulheres escolhiam o frasco de sua preferência, decorado e elegante, e por consequência muito caro, para armazenar o perfume de preferência.
A perfumaria moderna, que teve o seu início no século XX, como reflexo dos novos tempos da industrialização, despertou a atenção dos consumidores apresentando as fragrâncias em preciosos frascos e embalagens.
René Lalique, em suas pesquisas na arte da vidraria de luxo, desenvolveu novas técnicas reduzindo o custo criando frascos com preços mais acessíveis.
Nascia então uma estreita colaboração de artesões em vidro e posteriormente designer industriais, que permitia que alguns perfumes fossem identificados não somente por suas fragrâncias mais também pelos frascos.
Neste sentido seria difícil imaginar o mundialmente famoso Chanel nº5, em outro frasco que não fosse o elegante e sóbrio que conhecemos até hoje, que na época do seu lançamento tinha o objetivo de passar a ideia de modernidade.
O frasco e a embalagem complementam o perfume, transmitem ao consumidor a filosofia da marca e de seu criador, e ao mesmo tempo que sugere uma personalidade do perfume e por consequência de quem utiliza
Através do frasco, com o qual é identificado, o perfume parece adotar um elemento capaz de prolongar a sua presença e transcender sua natureza evanescente.