Durante a primeira década do século XX, os perfumistas compreenderam que um frasco, uma etiqueta e uma embalagem bem elaborados,
eram elementos imprescindíveis para posicionar uma marca, e chamar a atenção dos consumidores cada vez mais exigentes.
A indústria do perfume na França ganhou um rápido impulso graças o prestígio de alguns criadores famosos, e isso só despertou o interesse de algumas marcas estrangeiras que se estabeleceram em Paris em busca de uma melhor imagem para as suas fragrâncias.
Gabriel D´Orsay emprestou seu nome e glamour à uma empresa alemã em 1908, o seu próprio retrato foi usado nas publicidades desta marca.
Uma das mais importantes fábricas de cristais na França, a Baccarat, criada em 1764 sob a autorização do rei Luís XV, para competir com os produtos de cristal da Boêmia, iniciou uma produção de alta qualidade de frascos e tampas em estilo Art Nouveau.
Para satisfazer a demanda de clientes como Houbigant, Guerlain, L. T. Pivet e Jean Patou, e posteriormente, Elizabeth Arden, Schiaparelli e Christian Dior. Em 1920 a empresa contratou o escultor Georges Chevalier que foi responsável por algumas das mais importantes criações deste período
Com o final da primeira grande guerra mundial, e a entrada da mulher no mercado de trabalho, a sociedade vivia um período de euforia. A vanguarda artística compreendeu o desejo das pessoas de esquecerem os horrores da guerra.
Nos anos 20, Art Deco delineava uma nova ordem trazendo os ares da modernidade. Alguns frascos representam este período: Joy Jean Patou criado por Baccarat.
O famoso frasco de Chanel nº 5 trazia linhas limpas em sua forma quadrada com uma sóbria etiqueta branca, com letras em preto. Paul Iribe criou o logotipo da marca Lanvin utilizando uma imagem de Jeanne Lanvin com sua pequena filha Marie Blanche convertendo-se na marca de Lanvin.