A família dos vetivers - Parte 1

A família dos vetivers - Parte 1
by : Roberto D'Angelo

Nos anos cinquenta, o perfume não fazia parte do universo masculino.

O termo perfume era associado ao universo feminino. Os homens dispunham apenas de artigos de higiene pessoal, como sabonetes, produtos para barbear, pomada e brilhantina para modelar os cabelos, necessários para manter um visual elegante e comportado.

Após a segunda guerra mundial o after shave tornou-se um item essencial para o homem moderno. Devido ao alto teor alcoólico, era um antisséptico para aliviar a pele da sensação desconfortável da lâmina de barbear, e era também a única forma de se perfumar.

Vale ressaltar também estes produtos eram considerados artigo de luxo, usados somente em ocasiões especiais,

Nos anos 50, o mercado de perfumes começou a se segmentar por gêneros, marcando um período de consolidação da perfumaria masculina como um segmento de mercado distinto.

Naquela década foram lançadas fragrâncias masculinas icônicas que ajudaram a estabelecer esse mercado, como o Pour Monsieur da Chanel e o Monsieur da Givenchy, que apontavam uma demanda crescente, mas que ainda estava se desenvolvendo.

A perfumaria masculina moderna atingiu seu auge com a colaboração entre grandes estilistas e perfumistas, tornando o perfume um elemento essencial do estilo de vida francês e mundial.

Entre os lançamentos, dois perfumes em especial disputavam a atenção dos clientes ávidos por novidades: o Vetiver de Guerlain e Vetiver de Carven. ambos traziam uma novidade, a nota Vetiver, que definiu o universo masculino.

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