A arte em frascos de perfumes - Parte 3
A tendência de modernidade expandiu-se rapidamente. Depois de Coco Chanel, vários nomes da alta-costura lançaram perfumes com seus nomes. Os perfumes passaram a delinear padrões de comportamento, perfis e estilos de vida. No mesmo período, para a criação do frasco de L´Heure Bleu de Guerlain, Baccarat utilizou linhas elegantes para mostrar o caráter moderno da fragrância. Depois vieram perfumes como Jicky, Liu e o maravilhoso e misterioso Shalimar.
Elza Schiaparelli concentrou seu estilo em formas surrealistas e contou com a colaboração de artistas como Salvador Dali, Jean Coucteau e Christian Bérard. Naquele momento compreendeu-se que um frasco numa embalagem bem elaborada era imprescindível para despertar o interesse das consumidoras e comunicar a imagem e o estilo de uma marca de perfume.
Uma das mais importantes fábricas de cristais na França, Baccarat, iniciou uma produção de frascos para satisfazer a demanda das casas de perfumes tais como: Houbigant, Guerlain, L. T. Pivet, Jean Patou, Elizabeth Arden, Schiaparelli e Christian Dior.
Durante a segunda Guerra Mundial a indústria de perfumes foi seriamente afetada. Após o final do conflito, os estilistas Christian Dior e Cristobal Balenciaga lançaram fragrâncias elegantes em embalagens sofisticadas. Os frascos traziam linhas suaves e curvilíneas, como Miss Dior criado por Baccarat e Quadrille feito pela vidraria brosse.
Na última metade do século XX os designs dos frascos se aprimoraram com o crescimento do consumo, diversificando a oferta e tendo em conta o aumento do poder aquisitivo das camadas da sociedade. Na década de 60, Mary Quant, Barbara Hulanick e Biba colocaram Londres no centro da moda.